Apesar de não comemorarmos o natal há algum tempo aqui na nossa igreja, além de termos novas pessoas que estão frequentando nossa igreja, alguns irmãos antigos ainda não entendem bem por quê nós não comemoramos o natal. Gostaria de dar alguns motivos que não esgotam o tema mas confirmam nossa postura em relação a esse tema.

Enfoque histórico

Durante 336 anos, a igreja cristã não teve festa de Natal. No ano 336 a cristandade começou a festejar o Natal de Jesus Cristo, no dia 25 de dezembro, dia que jamais a Bíblia sustentaria para o nascimento de Jesus. Porque Jesus não nasceu no inverno. Provavelmente deve ter nascido na primavera, quando os pastores estariam no campo, cuidando dos seus rebanhos. Não é provável Jesus ter nascido naquela época do inverno.

No entanto, o Imperador Constantino havia dado uma condição, em que mais tarde, tornaria permissível a postura de aceitabilidade dos sistemas religiosos vigentes. A conversão deixaria de ser uma radical transformação de vida, para se constituir apenas numa adesão formal a um outro sistema religioso. As pessoas do Império ficaram satisfeitas por pertencer ao cristianismo oficial sem a necessidade de abandonar toda a bagagem do paganismo. Naquela época, as festas de Dioniso, o deus da embriaguez, que tinha como coroa uma guirlanda de hera e um pinheiro verde colocado sobre o seu altar, eram comemoradas em culto ao deus sol, no dia 25 de dezembro, dia do solstício do inverno, no hemisfério norte.

Com muito jeito e astúcia, a verdade de Jesus Cristo como o sol da justiça, dirigiu-se para o Oriente verdadeiro, fazendo com que Ele se tornasse o foco da adoração, substituindo a ênfase mitológica. E com isto tudo, foi-se também introduzindo as fogueiras de Natal, que era a forma do paganismo adorar o fogo – porque não podendo atingir o sol, adorava o fogo. Adornavam as festas, as bacanais, com fogueiras, onde Baco e Dioniso que são o mesmo deus, eram adorados com comilança e bebedice à vontade. E para amenizar o sofrimento trocavam-se presentes, a fim de que as pessoas ficassem contentes no momento da ressaca, logo depois daquele festejo. Davam-se os presentes uns aos outros, para amenizar os sofrimentos e abrandar a culpa da comemoração dissoluta. Estes expedientes descomedidos foram expurgados dos seus exageros e transplantados para dentro da igreja. A orgia se transformou na recatada ceia de Natal, passando a fazer parte do processo de celebração e pouco a pouco começaram a surgir pequenas deturpações: fogueiras se transfiguram em velinhas como fogo, depois em luzinhas, pisca-pisca. As luzinhas são mais bonitinhas. Elas não queimam, não poluem e ficam acendendo nas cidades; acendem e apagam produzindo uma sensação extasiante. É muito bonito e dá uma idéia deslumbrante de euforia.

Com o passar do tempo muitos outros costumes foram sendo introduzidos nas festividades do natal. O papai noel, por exemplo, é uma representação de São Nicolau, um santo da igreja católica romana. O presépio foi inserido por São Francisco.

A árvore de natal também tem suas origens no paganismo. Segundo uma fábula babilônica, um pinheiro renasceu de um antigo tronco morto. O novo pinheiro simbolizava que Ninrode tinha vindo a viver novamente em Tamuz. Entre os druidas o carvalho era sagrado. Entre os egípcios era a palmeira, e em Roma era o abeto, que era decorado com cerejas negras durante a saturnália. O deus escandinavo odim era crido como um que dava presentes especiais na época de natal àqueles que se aproximassem de seu abeto sagrado.

Enfoque Conteporâneo

O Natal hoje é uma festa principalmente comercial. A mídia tem a cada ano tirado Jesus de cena dando mais valor e atenção aos outros componentes do Natal como uma tentativa de transformar o Natal em uma festa a ser comemorada tanto por cristãos quanto por não-cristãos. Foi notícia nos jornais da Itália o fato de uma professora ter tirado o nome de Jesus das músicas natalinas para não ofender os alunos muçulmanos. O Papai Noel (São Nicolau) é hoje o componente principal do Natal e a troca de presentes junto com a farta ceia de Natal tornou-se o objetivo principal do comércio nesta época.

O culto, que deve ter como único objetivo a adoração a Deus, passa a ser um show de corais e grupos teatrais. Há igrejas que montam grandes árvores de natal dentro do templo. Ah se Jesus entrasse com um chicote!

Enfoque Bíblico

O natal é uma apologia à mentira. Quem aqui nunca foi enganado pelos pais acreditando em Papai Noel? Creio que poucos. João 8:44 Papai Noel é um santo da Igreja Católica Romana. Já parou para pensar que se você tem um Papai Noel em casa, você está no mesmo erro de alguém que possui uma imagem de qualquer outro santo? Ex 20:4 A árvore de natal é um símbolo idólatra. Dt 16:21 Em nenhum lugar das Escrituras é ordenado aos cristãos que comemorassem o nascimento de Cristo, mas sim sua morte através da Ceia do Senhor. 1 Cor 11:25-26

Só reis ímpios comemoravam o seu dia natalício (aniversário) Gn 40:20-22, Mat 14:6-8. Só uma curiosidade: Nas duas ocasiões alguém perdeu a cabeça.

Conclusão

Com muita tristeza fiquei sabendo há algum tempo que haviam criado uma escola de samba gospel, em que os integrantes eram ?evangélicos? e que desfilaria no carnaval. Se não me engano isto foi em Niteroi. Como pode cristãos tentando se adaptar a esta festa chamada carnaval, festa de exaltação à carne. Esta mesma tristeza deve ter alcançado os corações de cristãos sinceros há quase 1700 anos passados quando alguns cristãos começaram a celebrar a festa pagã ao deus sol dando uma roupagem nova, dizendo ser o aniversário de Jesus. Ao longo dos anos em todos os períodos da história da cristandade uma minoria de líderes eclesiásticos tem se colocado contra a observância do natal. Um ou mais fatores estão relacionados a essa oposição: uma rejeição da autoridade eclesiástica na tentativa de estabelecer dias oficiais de festas dos quais o natal é um; uma objeção às bebidas, festas e imoralidade associadas às festividades do natal em todos os períodos da história; as associações antigas e contínuas entre o natal e as idéias e práticas religiosas pagãs.

Alguns protestantes, especialmente os de tradição calvinista – inclusive Calvino, Knox, os puritanos ingleses e norte-americanos e muitos presbiterianos – recusavam-se a celebrar o natal.

Hoje temos como exemplo nossos irmãos da igreja Cristã do Brasil não comemoram o natal e várias igrejas de variadas denominações que tem abandonado essa prática.

Compartilhe:
  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Live
  • MySpace
  • RSS
  • Twitter
  • email
  • LinkedIn