Ontem, com muita tristesa eu li uma notícia simples, ainda sem muita expeculação e exploração da mídia que relatava a morte ator americano Patrick Swayze. Ele já lutava há dois anos com um cancer no pâncreas e morreu em sua casa em decorrência desta enfermidade aos 57 anos de idade. Quem não lembra de seus filmes? Com uma versalidade incrível ele foi bandido, mocinho, fez aventura, comédia, romance trabalhando com grandes nomes. O filme que a meu ver mais emocionou foi Ghost onde seu personagem morria no começo do filme e perambulava como um fantasma tentando se comunicar com sua amada até que segue a luz no fim do filme. Só que neste caso a vida não copia a arte. Nossa caminhada aqui na terra termina com a morte, tudo o que precisamos fazer, devemos fazê-lo enquanto vivos, pois “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,”. Há um salmo (salmo número 39) que me chama a atenção pela objetividade com que trata deste assunto:

EU disse: Guardarei os meus caminhos para não pecar com a minha língua; guardarei a boca com um freio, enquanto o ímpio estiver diante de mim.
Com o silêncio fiquei mudo; calava-me mesmo acerca do bem, e a minha dor se agravou.
Esquentou-se-me o coração dentro de mim; enquanto eu meditava se acendeu um fogo; então falei com a minha língua:
Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil.
Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade.
Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará.
Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.
Livra-me de todas as minhas transgressões; não me faças o opróbrio dos loucos.
Emudeci; não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste.
Tira de sobre mim a tua praga; estou desfalecido pelo golpe da tua mão.
Quando castigas o homem, com repreensões por causa da iniqüidade, fazes com que a sua beleza se consuma como a traça; assim todo homem é vaidade.
Ouve, Senhor, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou um estrangeiro contigo e peregrino, como todos os meus pais.
Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá, e não seja mais.

Como este salmista, todos nós quando paramos para refletir, percebemos que nossa vida é como um sopro. Como diz o ditato: Para morrer, basta estar vivo. Mas o que podemos aprender com tudo isto? O salmista descreveu três verdades que podem nos auxiliar neste aprendizado.

Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade.

Esta primeira afirmação nos leva a um sentimento de impotência, pois “por mais firme que esteja” reflete as tentativas do homem de se sentir seguro, evitando as doenças, os acidentes, a velhice e por fim a morte. Lembrei-me da turista que perdeu aquele avião que caiu em Fernando de Noronha, mas morreu num acidente de carro menos de uma semana depois. Não quero defender a idéia de que ela tinha que morrer mesmo, mas sim ressaltar a fragilidade do ser humano. Há tantas formas inesperadas de se morrer que eu fico impressionado como ainda estou vivo. Não há como evitar a morte, todos os nossos recursos são apenas um paliativo.

Na verdade, todo homem anda numa vã aparência.

A segunda verdade só vem piorar a primeira. Como diz em outra versão: Na verdade, todo homem anda como uma sombra. A idéia é mostrar a brevidade da vida, como uma sombra que logo desaparece. Ontem eu li que a pessoa atualmente mais velha do mundo, morreu aos 115 anos. Mas o que são 115 anos? Parece muito? Eu já estou com 38 e vejo que não vivi ainda nada por tudo que gostaria de fazer. Como um outro texto diz, a vida é como uma planta que à noite nasce no telhado aproveitando a humidade e as condições faroráveis, mas morre pouco tempo depois queimada pelo brilho do Sol. Verdadeiramente a vida é uma vã aparência, sem muita perspectiva.

Na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará.

Aqui o salmista afirma que além de tudo o homem perde tempo se inquietando com os bens passageiros que no fim só servem para dar trabalho na hora do iventário!!! É verdade que muitos se inquietam com o propósito de amontoar riquezas. Conheci um homem que abriu mão a vida toda de desfrutar da presença da esposa e filhas pois trabalhava de forma árdua e quando ele chegou numa situação um pouco confortável sua esposa morreu num acidente de carro e ele, dois anos depois por causa de uma infecção. Dedicou sua vida ao trabalho para dar um conforto para suas filhas e perdeu a oportunidade de aproveitar, pois em vão amontoou riquezas.

Você pode pensar que eu estou muito pessimista com esta reflexão. Mas na verdade eu gostaria que você chegasse na mesma situação de desesperança que o salmista chegou com a pergunta:  Agora, pois, Senhor, que espero eu?

Não há mesmo esperança para o homem nesta vida, pois tudo aquilo que parece nos dar segurança é ilusão. Mas como ele mesmo respondeu a pergunta:

A minha esperança está em ti.

Aqui está o segredo para uma vida tranquila, sem aquietações, sem medo da morte, sem desesperança. Eu e você precisamos depositar toda a nossa esperança no Senhor. Esperança esta não no sentido de algo incerto, como último recurso de alguém que espera o pior. Nossa esperança no Senhor deve ser baseada na fé, na certeza de que ele não falhará. Lembrei-me da letra de uma música da Ludimila:

Eu passaria uma noite inteira a te adorar
Eu passaria uma vida inteira a te adorar

Mas tu me deste uma eternidade
tu me deste uma eternidade
tu me deste uma eternidade
inteira pra adorar

Esta sim é uma verdade otimista, apesar da nossa vida aqui ser passageira, DEUS nos dá uma eternidade ao seu lado. Quer coisa melhor? Basta depositarmos toda nossa confiaça nele e vivermos como peregrinos, como turistas nesta vida, sabendo que o importante é vivermos debaixo do governo de Jesus Cristo, pois só assim esta vida passageira terá sentido.

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