A estrada mais longa
José Elias Croce, Pr
Êxodo 13: 17 – 18
Havia dois caminhos para a terra prometida:
1. O caminho pela terra dos filisteus
2. O caminho através do deserto.
Somos informados que a rota do mediterrâneo podia ser percorrida sob condições normais entre oito a dez dias.
A estrada levava através de uma área povoada e era fácil, rápida e segura.
Mas não foi o caminho escolhido por Deus.
A Filistia ficava no meio do caminho. Deus portanto os levou para o sudeste, na direção do mar vermelho.
Ali não havia, estradas, pontes e nenhum sinal visível que os orientasse.
Nenhum recurso visível que suprissem suas necessidades. Deus faz tamvém assim conosco porque o caminho do cristão é por fé e não por vista.
1. A PROVIDÊNCIA DO CAMINHO MAIS LONGO:
Deus os levava. As previdências eram tomadas por Deus. Não há acidentes para aqueles que andam na vontade de Deus. Deus mesmo escolhera o caminho para o seu povo. Esse caminho será sem acidentes.
(Ex 13.17, ver tb 3.17). “Tendo Faraó deixado ir o povo…Deus os levou Israel. Deixaram de ser servos do Egito para ter outro Senhor. Foram libertos de uma escravidão para entrar em outra: a escravidão do amor e da graça.
“Os Judeus não estavam preparados para enfrentar os Filisteus”(1 Co 10.13).
Em previsão amorosa, Deus escolheu o caminho mais longo para seu povo. (Sl 103.13,14).
1.1 Alguns princípios da Estrada mais longa:
a) Vamos analisar primeiro o outro lado. O princípio do caminho mais curto: Esse é o caminho do mundo; do julgamento; da aceitação humana.
b) Esse caminho que Deus rejeitou é conhecido no mundo como atalho: caminhos dos atrativos e humanos; das inclinações. Os homens gostam desse caminho para fugir da monotonia. Muitos entram pelo caminho da luxúria etc.
Esse é o caminho da mentira, do engano, do suborno, da fuga, da mudança desnecessária etc.
c) Exemplos: Esaú escolheu o caminho mais curto quando vendeu sua primogenitura por um prato de comida. Hipotecou o futuro em troca de lucros imediatos; Ver Mt 7.13,14;Lc 13.24). O caminho é estreito. Demas; Saul; Judas;Simão o mágico; Geazi etc.
1.2 A estrada mais longa inverte a ordem:
É uma caminhada pela fé, e não pela vista.
Caracteriza-se por uma disposição de esperar, confiar em Deus. Devemos ter certeza de que o caminho do Senhor é o melhor. Cada filho de Deus deve entender que não há sucesso sem sacrifício, e nenhuma recompensa sem trabalho.
É preciso que haja obediência, antes que as bênçãos sejam concedidas. Na obediência está também a renúncia.
A providência da estrada longa era levá-los a uma fé perfeita em Deus.
Educá-los. Essa é a pedagogia de Deus.
2. O PROPÓSITO DA ESTRADA MAIS LONGA:
Quanto mais negra a noite, mais brilhante são as estrelas( Is 55.8-9). Os pensamentos de Deus são diferentes dos nossos! Deus levou a nação sozinha
através da solidão a lugares estéreis, onde o povo ficava totalmente dependente dos recursos divinos.”Geralmente o caminho mais longo é o caminho mais curto de volta para o lar”.
2.1 Propósitos:
a) Demonstrar seu poder (Milagres e maravilhas, no Egito,etc)
b) Receber as lei na solidão do deserto para que pudesse se organizar em comunidade antes de entrar em Canaã.
c) Para que pudesse aprender a humildade.
d) Isso ficou bem exemplificado nas quatro grandes entregas de Abraão: 1)
Ele não foi chamado logo no começo para sacrificar o seu filho. Este foi o
teste final: Primeiro foi chamado para entregar a sua vida. Separar-se do
povo de sua terra. 2) Depois teve que entregar seus direitos permitindo
que seu sobrinho Ló, fizesse a melhor escolha. 3) Mais tarde, ele se
submeteu a oportunidade de tornar-se rico, quando rejeitou a riqueza
oferecida pelo rei de Sodoma. 4) A prova final veio quando foi chamado para
oferecer o seu filho Isaque como sacrifício.
O propósito da estrada mais longa ainda se discerne melhor quando acompanhamos a história de Israel através do deserto. Mais tarde o povo
enfrentou muitas batalhas com os filisteus, contudo, no começo, Deus não permitiu.
Israel jamais conheceria Deus numa estrada feita por Homens. Israel destinava-se a ser uma nação sacerdotal. Você também jamais conhecerá a Deus através de métodos humanos…Quando os filhos de Israel deixaram o Egito, eram indisciplinados; portanto, tinham que ser treinados na escola do deserto.
Freqüentemente Deus nos conduz a vales escuros para nos ensinar a bênção da comunhão divina. (Sl 23.4). “Vale da sombra da morte”. O deserto e o vale são experiências que nos preparam aqui para a estrada que jaz a nossa frente.
5.2 Apóstolo Paulo: Queria pregar aos Romanos, contudo foi para lá preso; mas da prisão saíram lindas epístolas.
5.3 Cristo: também passou pelo deserto.
5.4 Daniel e seus companheiros;
5.5 João Bunyan; David Livington;
5.6 Gunnar Vingrfe e Daniel Berg;
Constantemente há ziguezagues em nossos caminhos. Deus não nos prometeu levar-nos ao céu pelo caminho mais curto “Não os peço que os tire do mundo, mas que os livres do mal”. (Jo 17.15).
Temos a Escola da experiência. Aprender a não confiar na carne, para representar Deus. Vamos nos conformar e aceitar a estrada mais longa sem fazer atalhos.