A PÁSCOA NO MEIO EVANGÉLICO

Posted: 17th abril 2014 by admin in Sermões

Páscoa! Festa de ressurreição de Jesus!

Como que por unanimidade, muitos fazem essa declaração…

Infelizmente poucos sabem a verdadeira origem dessa festa. Pois, nem é preciso dizer que por parte dos incrédulos, a ignorância os fazem pensar que a Páscoa é a comemoração da ressurreição do Senhor. É uma ignorância alimentada pela tradição.

Mas que dirão daqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo, no sangue precioso que Ele derramou na cruz pelos nossos pecados, e que, portanto se entregaram as suas vidas à Ele?

São a esses a quem este trabalho se destina.

A ORIGEM…

Se fôssemos ver a origem da páscoa, isto é, a verdadeira páscoa, que é bíblica, ela se encontra no livro de Êxodo, capítulo 12, onde o Senhor declara uma série de ordenanças ao seu povo, Israel, para ser lembrada à posteridade, e cumprida. Isto é, a páscoa foi instituída por Deus para Israel. E o significado desta festa se encontra no versículo 12, onde se diz o seguinte:

“Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor”.

Tem-se aí portanto, o motivo da páscoa: A morte dos primogênitos dos egípcios, e a execução do juízo de Deus sobre todos os deuses egípcios. E em outras passagens, são reforçadas o sentido da Páscoa:

“Quando, pois, tiverdes entrado na terra que o Senhor vos dará, como tem prometido, guardareis este culto. E quando vossos filhos vos perguntarem:

Que quereis dizer com este culto?

Respondereis: Este é o sacrifício da páscoa do Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriram os Egípcios, e livrou as nossas casas.” (Êxodo 12:26,27).

O significado da páscoa também é a da libertação do jugo dos egípcios (Êxodo 12:42): “Esta é uma noite que se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra do Egito…”. Como se vê, o seu significado é bem diverso daquele que o mundo vê: a ressurreição do Senhor Jesus; pois, não existem bases sólidas para tal argumento, visto que a ressurreição foi uma conseqüência da perfeição do Senhor Jesus, uma vez que ele não cometeu nenhum pecado, portanto, não poderia permanecer morto. E também, a garantia da Sua vitória sobre a Morte, fazendo valer assim a Sua promessa de vida eterna, a plena, para todos aqueles que creram e se entregaram a Ele. Mas em nenhuma parte das Escrituras diz que a páscoa é a comemoração da ressurreição do Senhor; nem no Velho, quanto mais no Novo Testamento.

Portanto, ao se tratar de definir um sentido diferente daquilo que Deus estabeleceu para uma festa por Ele ordenado, é o mesmo que estivesse torcendo e distorcendo a Sua Palavra. Sejam quais os motivos apresentados.

E uma das evidências dessa distorção é pelo fato de que a páscoa católica – hoje oficialmente adotada no mundo, inclusive no meio evangélico – jamais deva coincidir com a páscoa judaica. No entanto, isso nem sempre acontece, pois: “O Concílio Eclesiástico de Nicéia (325) reajustou o calendário numa tentativa de evitar a coincidência da Páscoa com o Pessach,” (a páscoa judaica)…”o que entretanto vez por outra ainda ocorria” (1). Se apelou inclusive, ao matemático Gauss, para estabelecer uma fórmula simples e prática no cálculo da data da páscoa, visto que todas as festas móveis católicas, dependiam do dia da páscoa (2).

A razão de tudo isso é pelo fato de que o calendário hebraico é lunar, isto é, baseado no ciclo da Lua; enquanto que o calendário dos católicos – o gregoriano – é solar. Trazendo assim complicações no estabelecimento de datas, visto que a páscoa judaica “moveria” dentro do calendário gregoriano, podendo coincidir dessa forma, com a páscoa dos católicos. Principalmente levando em conta de que a páscoa judaica duraria uma semana, tornando mais fácil essa coincidência. E é o que eles não querem. Pois, senão, de outra forma, não teria justificativa, visto que é mais fácil adotar a páscoa dos judeus. Isto é, aparentemente fizeram a questão de não seguir os preceitos bíblicos da páscoa, pois, teriam de respeitar rigorosamente a data, e o motivo da comemoração (e que é bem diferente a da tradição católica, onde a páscoa é a ressurreição, e não a morte do Cordeiro, nem tão pouco era considerado a saída do Egito).

Outra coisa a ser considerada é de que a igreja católica, permitiu a matança dos judeus, nas festas das páscoas, sob uma falsa acusação de que estes usavam o sangue das crianças “cristãs” para a confecção dos pães ázimos (3).

Os pães ázimos – isto é, pães sem fermentos – fazem parte do preceito bíblico para a comemoração da verdadeira páscoa, que é judaica.

Para esse caso, reparamos um odioso anti-semitismo, bem evidente na Idade Média, onde não somente desprezaram os preceitos bíblicos da páscoa, estabelecendo os seus próprios, como também ignoram o sentido dos pães ázimos, dando uma versão pervertida ao povo, que crê cegamente nas suas doutrinas.

O anti-semitismo pode perfeitamente bem explicar todas essa distorções.

PÁSCOA, OU A CEIA DO SENHOR?

O próprio Senhor Jesus, quando instituiu a Ceia do Senhor, se deu no dia da páscoa (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13), e não foi pela Sua ressurreição que le a instituiu, e sim, em memorial a Ele, e anunciando a Sua morte, até que Ele venha a nos buscar (I Coríntios 11:26).

Isto é, a Ceia do Senhor se deu justamente na páscoa porque, a verdadeira páscoa era Ele (I Coríntios 5:7), que estava preparado para morrer pelos nossos pecados – a de ser crucificado. Por isso que foi chamado de Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João 1:29), porque Ele é o Cordeiro a ser sacrificado, a páscoa, para derramar o Seu sangue pelos nossos pecados; pois, sem tal sacrifício, nenhum homem poderia aproximar de Deus, e entrar em comunhão com Ele, ganhando assim a vida eterna.

Razão pelo qual, uma vez feito tal sacrifício, o único verdadeiro e perfeito, deixaria de ter sentido a páscoa, uma vez que o antigo pacto foi consumado. Foi por essa razão que o Senhor Jesus se reuniu com os seus discípulos, para realizar a última páscoa – a válida – e estabelecer o novo pacto, mais abrangente, e debaixo da graça: a Ceia do Senhor.

Ora, se o irmão pretende celebrar a páscoa, ele deverá seguir à risca os mandamentos que Deus deu a Moisés!

Terá de deixar de participar da Ceia do Senhor periodicamente (geralmente mês a mês), pois, a páscoa só se dá por volta dos meses de março/abril de cada ano. Visto que era celebrada no mês de abibe, no dia 14 por diante, e deverá imolar um cordeiro, e comer por sete dias, pães ázimos e ervas amargas…(Êxodo 12:2-8-15).

Não imolando o cordeiro, mesmo assim, teria de ser com pães ázimos, e já terá transgredido a Lei de Deus!

Mas acontece que a páscoa é um mandamento somente para o povo de Israel, e não para os outros povos, quanto mais para a Igreja de Cristo, pois senão teriam de seguir à risca, todos os preceitos que Deus deu a este povo.

É uma celebração exclusiva do povo de israel, pois nós temos em Êxodo 12:3 o seguinte:

“Falai a toda a congregação de Israel…”

É uma festa que deve ser guardada por todos os filhos de Israel (Êxodo 12:47).

E mais, o estrangeiro não deve comer dela (Êxodo 12:43). Se por acaso, um estrangeiro, um gentil, quiser participar da páscoa, deve ser circuncidado (Êxodo 12:43).

Circuncidará um salvo em Cristo Jesus para participar da páscoa?

É estar debaixo da Lei, e não da graça! E tanto pelo fato de estar debaixo da Lei que, caso um homem, filho de Israel, se não comemorou a páscoa, deve ser extirpado do povo de Deus; em outras palavras, executado (Números 9:13). Era portanto, um mandamento severo, um pacto feito entre Deus e Israel, assim como o mandamento de guardar o sábado. Logo, se nós fossemos comemorar a páscoa, nos colocaríamos ao mesmo pé de igualdade com os adventistas do sétimo dia.

A ORIGEM PAGÃ DA PÁSCOA ATUAL

A páscoa que se comemora no dia de hoje, não se assemelha nem um pouco com a páscoa bíblica, e que faz parte da Lei que Deus ordenou a Moisés, e que era destinada a todo o Israel. Pelo contrário, essa páscoa que conhecemos é completamente estranha aos preceitos bíblicos, e que se reveste de outros valores sob o disfarce do cristianismo nominal.

Acima de tudo, o seu paganismo que se demonstra em duas evidências:

O ovo e o coelho, são símbolos que vieram dos antigos povos, como os egípcios e os persas, além de outros. Nesse caso, os ovos eram tingidos, e dados aos amigos, e os chineses as usavam nas festas de renovação da natureza (4). E como peças decorativas pagãs, chegaram a nós, proveniente de regiões como a Ucrânia, sob o nome de pessankas (5).

É rica as simbologias pagãs relacionadas com os ovos. Segundo Cirlot, são emblemas da imortalidade, encontrados nos sepulcros pré-históricos da Rússia e da Suécia. E também é usado como escrita hieroglíficas dos egípcios, considerado como o que é potencial, o princípio da geração, o mistério da vida; sendo usado pelos alquimistas. Enfim, o ovo é o símbolo cósmico na maioria das tradições, desde a Índia até aos druidas celtas (6).

Para os egípcios, o deus Re nasceu de um ovo; para os hindus, Brahma surgiu de um ovo de ouro – Hiranyagarbha – e que depois, com a casca, fez o Universo. Para os chineses, P’an Ku, nasceu de um ovo cósmico (7).

Ele é o símbolo de fertilidade, usado como talismã pelos agricultores. E tem diversas superstições ligadas ao seu uso (8).

Na mitologia grega, os gêmeos Castor e Pólux, nasceram de ovos “botados” (pasmem!) por uma mortal, Leda, quando fora seduzida por Zeus, que lhe apareceu sob a forma de um cisne! (9) O ovo era, na verdade, considerado por diversos pagãos, como a origem dos seres humanos (10).

Quanto ao coelho da páscoa, provém da lebre sagrada da deusa Eastra, uma deusa germânica da primavera (11).

Era ela, a lebre, quem que trazia os ovos; e que em outras regiões, como na Westphalia (Alemanha), tal papel era exercido pela “raposa da páscoa”; ou, na Macedônia (Grécia), por “Paschalia” o espírito do dia (12).

Porém, prevaleceu como símbolo da fertilidade, a lebre (ou o coelho), porque já era conhecida como tal durante muitos anos. E, em várias regiões, a lebre era considerada uma divindade. Ela está relacionada com a deusa lunar Hécate na Grécia; e, além da Eastra, tem-se o equivalente que é a deusa Harek dos germanos, que era acompanhada por lebres (13), consideradas como símbolos da fertilidade, devido à grande capacidade de se reproduzir, e, segundo os anglo-saxões, como também os chineses, associada à Primavera(14).

É interessante notar que a lebre (ou o coelho) é considerado como um animal imundo (Deuteronômio 14:7). E que só recentemente é que a páscoa está sendo comemorada como uma festa em homenagem à primavera, em Israel, (ligada portanto, com os ritos da fertilidade) (15). Isto é, já se tem uma contaminação pagã na páscoa judaica, e que outrora era considerada bíblica. E com muita razão:

A páscoa judaica já há muito tempo deixou de ser bíblica visto que não tem mais eficácia, pois, a verdadeira páscoa – o Senhor Jesus – já foi consumado lá na cruz. Por esse motivo é que Deus permitiu a destruição do Templo de Salomão, cerca de 70 d.C., para que fosse impedido a comemoração da páscoa. Pois, tal comemoração, juntamente com outros preceitos, prenderiam os judeus à Lei, ao antigo pacto, e que deixou de ser válido. Além disso, os sacrifícios de holocausto (que fazem parte da Lei), só poderiam ser realizados no Templo, e não em outro lugar.

Tendo isso em conta: de que a própria páscoa, instituída por Deus, deixou de ser válida; quanto mais não seria anti-bíblica a comemoração da páscoa do mundo, cuja procedência é claramente pagã?

CONCLUSÃO

A páscoa que se comemora atualmente faz parte das chamadas festas cíclicas pagãs, onde se presta grande importância na guarda das datas, dias, meses, etc. E para esse caso, é bom nos lembrarmos da advertência data pelo apóstolo Paulo:

…”agora, porém, que já conheceis a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais quereis servir?

Guardais dias, e meses, e tempos, e anos”… (Gálatas 4:9-10).

A verdadeira páscoa foi consumada quando o nosso Mestre e Senhor foi crucificado na cruz. Portanto, não tem mais sentido para nós a sua comemoração, visto que não representa sequer o ressurreição de Jesus, e sim, a revitalização de uma festa milenar e pagã de fertilidade.

O nosso alvo é a importância da morte do Senhor Jesus, e devemos nos lembrar disso, até a volta d’Ele, para nos buscar; isto é, devemos lembrar da Sua morte na Ceia do Senhor.

NOTAS:

(1) “PÁSCOA” in Enciclopédia Judaica, v.3, pag.956 (ed.67).
(2) “PÁSCOA” in Enciclopédia Brasileira Globo, v.VIII, sem página.
GAUSS, Karl Friedrich – “um dos grandes expoentes matemáticos de tôda a história” (Barsa, v.6, pag.435, edição de 69).
(3) “PÁSCOA” in Enciclopédia Brasileira Mérito, v.15, pag.45.
Enciclopédia EPB Universal, v.9, pag.2704.
(4) “PÁSCOA” in Enciclopédia Delta Universal, v.11, pag. 6125 (ed.80).
“Páscoa: que significa realmente?” in Jornal da Tarde, 7 de abril de 1982.
(5) “Páscoa Ucraniana” in Shopping News-City News, 28 de março de 1982, pag.9.
“No Brooklin, duas senhoras se preparam para a Páscoa ucraniana” in Gazeta de Santo Amaro, 3 de abril de 1982.
(6) “Ovo” in “Dicionário de Símbolos” de Juan-Eduardo Cirlot, pag. 435.
(7) “Os ovos” in “Homem Mito e Magia” da Ed. Três, v. III, pag.718.
(8) IDEM, ibidem.
(9) IDEM, ibidem.
“LEDA” in Grande Enciclopédia Delta Larousse, v.7, pag.3951 (ed.70).
(10) “Páscoa: que significa realmente?” in Jornal da Tarde, 7 de abril de 1982.
(11) “Os ovos” in “Homem Mito e Magia”…
(12) IDEM, ibidem.
(13) “Lebre” in “Dicionário de Símbolos” de Cirlot, pag. 337.
(14) “Páscoa, comemoração universal” in Shopping News-City News-Jornal da Semana, 26 de março de 1989, pag.43.
(15) “PÁSCOA” in Enciclopédia Universal Gamma, v.8, sem página (ed.84).

ANTONIO CARLOS FERNANDES (ZADOQUE) – E-mail: info@zadoque.com

Complementando:

HÁ PROBLEMA EM COMPRAR OVOS DE PÁSCOA OU COELHOS PARA OS MEUS FILHOS?

A Bíblia nos ensina que não devemos nos misturar com as coisas do mundo, nem nos contaminarmos com elas, temos o exemplo de Daniel e seus amigos que preferiram correr o risco de serem perseguidos a comerem das iguarias do Rei.

Daniel 1

8 Daniel, porém, propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar.

Atos 15

29 Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição; e destas coisas fareis bem de vos guardar. Bem vos vá.

I Coríntios 10

20 Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.

 

 

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O Fruto do Espírito

Posted: 16th abril 2014 by admin in Sermões
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Deixa meu povo ir

Posted: 8th fevereiro 2011 by admin in Sermões

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Um chamado para angústia

Posted: 7th fevereiro 2011 by admin in Sermões, Vídeos

Este vídeo me fez chorar, sei que quem me conhece pode pensar que isto é fácil, mas quem conhece minha esposa sabe que com ela, as coisas são diferentes e ela chorou também, até mais que eu. Por isto, compartilho com vocês. Comentem por favor.

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Por um ano realmente novo

Posted: 31st dezembro 2009 by admin in Sermões

Todo mundo já ouviu falar em lugar-comum. É aquele tipo de expressão desgastada, massificada, usada a torto e a direito apenas por hábito. Também chamada de chavão, o lugar-comum – que pode ser uma frase, uma combinação de palavras ou uma imagem –, de tão repetido, perde a força original. Vira uma expressão vazia de conteúdo, superada, sem imaginação.
Quando se somam linguagem religiosa às celebrações de ano novo, temos um chão muito fértil para brotarem palavras desgastadas. Fala-se de esperança sem saber exatamente o que se diz. A prosperidade desejada, como acontecerá? A cada ano repete-se o lugar-comum das decisões e listas de compromissos: orar mais, ler disciplinadamente a Bíblia, fazer regime, voltar a cantar no coral. Promessas e mais promessas que são feitas mesmo quando se sabe, de antemão, que tudo será engavetado dali a poucas semanas, ou mesmo dias. Nada mais que platitudes, votos vazios.
Janeiro de 2003, que chegou e já vai passando, está parecidíssimo com janeiro do ano passado, ou do retrasado. Em meados de maio – talvez antes –, esqueceremos que este foi um ano novo tão esperado. Repetiremos, em agosto, todos os “agostos” já vividos. Há um poema de Carlos Drummond de Andrade adverte que não adianta querer transformar a vida através de clichês enfadonhamente repetidos: “Para ganhar um ano novo que mereça este nome/ Você, meu caro, tem de merecê-lo/ Tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil/ Mas tente, experimente, consciente/ É dentro de você que o ano novo cochila e espera desde sempre”.
E os votos de felicidades e saúde? Ouvem-se tantos deles a cada fim de ano que acabamos acreditando numa certa mágica da noite do dia 31 de dezembro. Esperamos que as engrenagens do destino se revertam e a Fortuna, deusa da sorte, nos visite. Acontece que Fortuna é uma deusa que faz acepção de pessoas e premia apenas os seus prediletos. A maioria dos mortais acordará por meados do primeiro trimestre precisando enfrentar uma dura realidade – a de que viver custa o suor do nosso rosto.
Por que não decidimos, simplesmente, que no fim de cada trimestre teremos a celebração de um novo ano? Assim, poderíamos rever com mais freqüência as nossas listas de boas intenções e analisar os progressos e inconstâncias. Repensaríamos nossas vidas e nos arrependeríamos das nossas besteiras. Também celebraríamos nossas virtudes… Teríamos ceias trimestrais, já pensou?. As famílias se juntariam e os velhos não ficariam tão sós o ano todo. Meninos e meninas não esperariam tanto para ganhar os sonhados presentes.
Mais: teríamos pelo menos um culto de vigília a cada três meses, nos quais, nas nossas igrejas, agradeceríamos a fidelidade de Deus. Abraçaríamos nossos amigos desejando que no próximo ano – que, lembre-se, findaria em três meses! – eles fossem pessoas melhores. Elegeríamos o dia primeiro do mês seguinte para ser igual ao primeiro de janeiro de agora: um dia universal de fraternidade entre os povos. Aumentaríamos para quatro os dias em que as nações em guerra decretariam armistício e soltaríamos mais fogos de artifício para celebrar a paz.
Infelizmente, o perigo de celebrar-se o Ano Novo a cada três meses é que isso não resolve o problema do lugar-comum. Assim como a vida não muda na última badalada do sino na meia-noite do réveillon, também não mudaria a cada fim de trimestre. Tal proposta só ajudaria a vender mais guloseimas típicas e a deixar as pessoas mais gordas depois de repetidas passagens de ano. O ódio não regride com a decretação de mais feriados. Não se promove amor com festas.
Não podemos nos esquivar dos nossos dramas com jargões religiosos. Chega de querer exorcizar a vida com pensamentos piegas que não passam de encenação espiritual. Orações decoradas ou repetidas são impotentes para gerar realidades históricas. Hannah Arendt, filósofa que buscou entender a mente dos assassinos nazistas durante o tribunal de Nurembergue, inquietou-se com os generais de Hitler respondendo as perguntas dos promotores com clichês e concluiu: “Clichês, frases feitas, adesões a códigos de expressão e conduta convencionais e padronizados têm a função socialmente reconhecida de nos proteger da realidade, ou seja, da exigência de atenção do pensamento feita por todos os fatos e acontecimentos em virtude de sua mera existência”.
O ano novo não precisa acontecer a cada volta que a Terra dá ao redor do sol, mas a cada batida de nosso coração. O futuro não se concretiza pela simples cronologia do tempo, mas na seqüência de nossas ações. Cada gesto, palavra ou atitude que plantamos, gera conseqüências que colheremos cedo ou tarde. Cada conseqüência colhida representa uma nova etapa de nossas vidas.
O presente é o prólogo do futuro. A Bíblia ensina este princípio na famosa lei da semeadura: “O que o homem plantar, isso ele colherá”, conforme Gálatas 6.7. A praticidade dessa premissa se expressa em Provérbios 22.8: “Aquele que semeia a injustiça segará males”. Ninguém deve esperar mais segurança para as ruas das cidades brasileiras e menos fome nos sertões abandonados apenas porque chegou um ano novo. Será necessário que se desmantelem as estruturas perversas que promovem a morte e se estabeleça uma nova ordem. Assim, nenhuma pessoa pode imaginar que sua vida se transformará para melhor no novo ano se não se revestir de novos valores e não rasgar do coração a maldade.
O Ano Novo não simboliza uma porteira para o paraíso – ele nos lembra apenas que a vida flui inexorável, e precisamos zelar pelo presente. Norberto Bobbio, um dos maiores juristas italianos do século 20, ao se aproximar dos seus 87 anos, escreveu uma autobiografia intelectual muito triste e repleta de conselhos aos mais jovens. (O tempo da memória, Editora Campus). Convém ouvi-lo: “Hoje alcancei a tranqüila consciência, tranqüila porém infeliz, de ter chegado apenas aos pés da árvore do conhecimento. Não foi do meu trabalho que obtive as alegrias mais duradouras de minha vida, não obstante as honras, os prêmios, os reconhecimentos públicos recebidos, que aceitei de bom grado mas não ambicionei e tampouco exigi. Obtive-as dos meus relacionamentos – dos mestres que me educaram, das pessoas que amei e que me amaram, de todos aqueles que sempre estiveram ao meu lado e agora me acompanham no último trecho da estrada”.
Quem desejar um Ano Novo que mereça este nome fuja do cinismo, sepultura das palavras sem espírito. Rejeite o ceticismo que asfixia os sonhos. Abomine o rancor que regurgita ódios acumulados. Despreze a avareza que paralisa a bondade. Desdenhe da vaidade que transforma pessoas em ídolos. Para que o ano seja realmente novo, queira mais sentir-se filho do que útil. Acredite que é melhor ser amigo do que um herói de guerra; e que dominar o espírito é melhor que conquistar uma cidade, como ensina Provérbios 16.32. Deseje agasalhar afetos genuínos, que são a única riqueza concreta. Ambicione semear a verdade de Deus, promovendo a concórdia entre as pessoas. Entregue-se a uma causa que exija um empenho maior que simplesmente sobreviver.
O cristianismo pode transformar pessoas, cidades e países, bem como o próprio tempo. Mas isso requer engajamento político, ação evangelizadora e empenho missionário. Acreditando que o discipulado acontece a partir de alianças entre amigos que se submetem em amor e munidos dos princípios eternos da Bíblia, nascerão novos homens e mulheres, únicos construtores do novo amanhã. Comunidades cristãs unidas em parcerias desinteressadas somarão seus potenciais fermentando tudo o que estiver ao redor.
Sem esperar datas, construamos o tempo do renovo. Ele virá como fruto de nossa sintonia com os propósitos de Deus na história e dos atos de homens e mulheres dedicados aos valores do Reino. Assim, em todas manhãs se iniciará um feliz ano novo.

Ricardo Gondim

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Em 2005 fizemos mais uma vez uma campanha de leitura bíblica com os irmão da igreja local e neste ano nos reuníamos todas as terças para compartilharmos o que DEUS havia falado através da Sua Palavra. Ao ler o livro de Neemias, ficou claro para mim que ele além de ser um livro histórico que narra um período importante que é o da recontrução dos muros de Jerusalém no fim do exílio, Neemias também é um manual para o “soldado” que tem ciência da grande batalha que todos nós estamos envolvidos. Recomendo a leitura de todo o livro, já que ele não é extenso, e depois a releitura dos textos destacados abaixo com um olhar das artimanhas de Satanás que estão em negrito.

Lições no livro de Neemias

(Batalha Espiritual)

Por Emerson Alexandre do Nascimento

O inimigo se prepara antes mesmo de começarmos a fazer a obra.

2-10 O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, ficaram extremamente agastados de que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel.

O inimigo tenta nos desanimar zombando da nossa intenção e desprezando o que iremos fazer.

2-19 O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesem, o arábio, zombaram de nós, desprezaram-nos e disseram: O que é isso que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?

O inimigo nos acusa de fracos e diz que a obra é grande para nós.

4-1 Ora, quando Sambalate ouviu que edificávamos o muro, ardeu em ira, indignou-se muito e escarneceu dos judeus; 2 e falou na presença de seus irmãos e do exército de Samária, dizendo: Que fazem estes fracos judeus? Fortificar-se-ão? Oferecerão sacrifícios? Acabarão a obra num só dia? Vivificarão dos montões de pó as pedras que foram queimadas? 3 Ora, estava ao lado dele Tobias, o amonita, que disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa derrubará o seu muro de pedra.

O inimigo contra ataca quando percebe que as brechas já estão se fechando.

4-7 Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, e os arábios, o amonitas e os asdoditas, que ia avante a reparação dos muros de Jerusalém e que já as brechas se começavam a fechar, iraram-se sobremodo; 8 e coligaram-se todos, para virem guerrear contra Jerusalém e fazer confusão ali.

O inimigo coloca propostas em nosso caminho com o intuito de nos fazer parar.

6-1 Quando Sambalate, Tobias e Gesem, o arábio, e o resto dos nossos inimigos souberam que eu já tinha edificado o muro e que nele já não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais, 2 Sambalate e Gesem mandaram dizer-me: Vem, encontremo-nos numa das aldeias da planície de Ono. Eles, porém, intentavam fazer-me mal.

O inimigo tenta nos enganar com mentiras quando o contra ataque é frustrado.

6-10 Fui à casa de Semaías, filho de Delaías, filho de Meetabel, que estava em recolhimento; e disse ele: Ajuntemo-nos na casa de Deus, dentro do templo, e fechemos as suas portas, pois virão matar-te; sim, de noite virão matar-te. 11 Eu, porém, respondi: Um homem como eu fugiria? e quem há que, sendo tal como eu, possa entrar no templo e viver? De maneira nenhuma entrarei. 12 E percebi que não era Deus que o enviara; mas ele pronunciou essa profecia contra mim, porquanto Tobias e Sambalate o haviam subornado. 13 Eles o subornaram para me atemorizar, a fim de que eu assim fizesse, e pecasse, para que tivessem de que me infamar, e assim vituperassem.

Mesmo que o inimigo não consiga nos atingir, nós devemos estar atentos as coisas que pertencem a ele e que estão no meio de nós.

13-1 Naquele dia leu-se o livro de Moisés, na presença do povo, e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na assembléias de Deus; 2 porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água, mas contra eles assalariaram Balaão para os amaldiçoar; contudo o nosso Deus converteu a maldição em benção. 3 Ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel toda a multidão mista. 4 Ora, antes disto Eliasibe, sacerdote, encarregado das câmaras da casa de nosso Deus, se aparentara com Tobias, 5 e lhe fizera uma câmara grande, onde dantes se recolhiam as ofertas de cereais, o incenso, os utensílios, os dízimos dos cereais, do mosto e do azeite, que eram dados por ordenança aos levitas, aos cantores e aos porteiros, como também as ofertas alçadas para os sacerdotes. 6 Mas durante todo este tempo não estava eu em Jerusalém, porque no ano trinta e dois de Artaxerxes, rei da Babilônia, fui ter com o rei; mas a cabo de alguns dias pedi licença ao rei, 7 e vim a Jerusalém; e soube do mal que Eliasibe fizera em servir a Tobias, preparando-lhe uma câmara nos átrios da casa de Deus. 8 Isso muito me desagradou; pelo que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara. 9 Então, por minha ordem purificaram as câmaras; e tornei a trazer para ali os utensílios da casa de Deus, juntamente com as ofertas de cereais e o incenso. 10 Também soube que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam o serviço, tinham fugido cada um para o seu campo. 11 Então contendi com os magistrados e disse: Por que se abandonou a casa de Deus? Eu, pois, ajuntei os levitas e os cantores e os restaurei no seu posto. 12 Então todo o Judá trouxe para os celeiros os dízimos dos cereais, do mosto e do azeite. 13 E por tesoureiros pus sobre os celeiros Selemias, o sacerdote, e Zadoque, o escrivão, e Pedaías, dentre os levitas, e como ajudante deles Hanã, filho de Zacur, filho de Matanias, porque foram achados fiéis; e se lhes encarregou de fazerem a distribuição entre seus irmãos.

23 Vi também naqueles dias judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas, e moabitas; 24 e seus filhos falavam no meio asdodita, e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de seu povo. 25 Contendi com eles, e os amaldiçoei; espanquei alguns deles e, arrancando-lhes os cabelos, os fiz jurar por Deus, e lhes disse: Não darei vossas filhas a seus filhos, e não tomareis suas filhas para vossos filhos, nem para vós mesmos. 26 Não pecou nisso Salomão, rei de Israel? Entre muitas nações não havia rei semelhante a ele, e ele era amado de seu Deus, e Deus o constituiu rei sobre todo o Israel. Contudo mesmo a ele as mulheres estrangeiras o fizeram pecar. 27 E dar-vos-íamos nós ouvidos, para fazermos todo este grande mal, esta infidelidade contra o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras? 28 Também um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, era genro de Sambalate, o horonita, pelo que o afugentei de mim. 30 Assim os purifiquei de tudo que era estrangeiro, e determinei os cargos para os sacerdotes e para os levitas, cada um na sua função; 31 como também o que diz respeito à oferta da lenha em tempos determinados, e bem assim às primícias. Lembra-te de mim, Deus meu, para o meu bem.

(Proferido em 12/05/2005 no templo da Igreja Batista Evagélica Nova Aliança)

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O Pecado de Acã

Posted: 2nd junho 2009 by admin in Sermões

A história de Acã é muito conhecida entre os leitores da Bíblia e por causa disto, muitos não prestam atenção nos detalhes que a história oferece que contêm lições importantes para cada um de nós. Vejamos o texto:

Josué 6:16-19

E sucedeu que, tocando os sacerdotes pela sétima vez as buzinas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos tem dado a cidade.
Porém a cidade será anátema ao Senhor, ela e tudo quanto houver nela; somente a prostituta Raabe viverá; ela e todos os que com ela estiverem em casa; porquanto escondeu os mensageiros que enviamos.
Tão-somente guardai-vos do anátema, para que não toqueis nem tomeis alguma coisa dele, e assim façais maldito o arraial de Israel, e o perturbeis.
Porém toda a prata, e o ouro, e os vasos de metal, e de ferro são consagrados ao Senhor; irão ao tesouro do Senhor.

Aqui Josué declara qual seria o destino do despojo de Jericó: Prata, e o ouro, e os vasos de metal, e de ferro são consagrados ao Senhor, o restante deveria ser destruído. No início do capítulo seguinte o texto declara:

E TRANSGREDIRAM os filhos de Israel no anátema; porque Acã filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou do anátema, e a ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel. (Js 7.1)

Já no versículo vinte e um Acã confessa o que de fato ele pegou, fazendo com que DEUS não estivesse com o povo na guerra contra Aí, permitindo que Israel fosse vencido pelos seus inimigos e é sobre isto que gostaria de comentar.

Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma cunha de ouro, do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata por baixo dela. (Js 7.21)

A natureza do pecado de Acã

“vi entre os despojos uma boa capa babilônica” A Babilônia sempre representou na Bíblia os valores destorcidos do mundo e quando Acã rouba algo considerado maldito e ainda coloca dentro de sua tenda e faz o que muitas vezes fazemos em nossas vidas ao trazer para o nosso lar “capas babilônicas”. Hoje os valores do mundo têm feito parte da vida do cristão de uma forma muito sutil, através de modismos, televisão, músicas, vocabulário usado em novelas que mesmo não sendo acompanhadas por alguns, chegam até dentro dos lares através de mudanças de comportamento que estas novelas geram na sociedade como um todo. O grande desafio nestes nossos dias é não conformar e sim transformar, é compreender que o “anátema” não deve nos atrair, e por ser “anátema” seu fim é a destruição.

“e duzentos siclos de prata, e uma cunha de ouro, do peso de cinqüenta siclos” Como você já deve ter percebido, desta vez Acã roubou aquilo que era do Senhor já que toda a prata, e o ouro, e os vasos de metal, e de ferro são consagrados ao Senhor. Muitos neste momento devem pensar que vou falar de dízimos e ofertas e de fato, se aplica. Acã tomou para si o que deveria ser consagrado ao Senhor e nós fazemos isto quando retemos a parte de nossos bens que não nos pertencem. Mas vou mais longe e afirmo que TUDO que deveria ser consagrado ao Senhor e nós guardamos, estamos pecando como Acã e este tudo incluí nossos bens, o dons que DEUS tem nos dado, nossas habilidades, nossa vida.

Consequências do Pecado de Acã

O fim da história é muito triste, pois Israel perdeu uma batalha, já que o Senhor afirmou que não estaria com Israel até que o anátema fosse desarraigado do meio do povo. Deus revelou aquele pecado à medida que o povo se santificou.

Por isso os filhos de Israel não puderam subsistir perante os seus inimigos; viraram as costas diante dos seus inimigos; porquanto estão amaldiçoados; não serei mais convosco, se não desarraigardes o anátema do meio de vós.
Levanta-te, santifica o povo, e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o Senhor Deus de Israel: Anátema há no meio de ti, Israel; diante dos teus inimigos não poderás suster-te, até que tireis o anátema do meio de vós.

Já Acã, foi apedrejado com todos os seus bens, animais e família. Este é um ponto complicado de entendermos, já que a própria Palavra nos diz que “a alma que pecar, esta morrerá” e não quero entrar no mérito da questão agora. Mas uma verdade é incontestável: Todos que estão ao nosso redor sofrem as consequências dos nossos pecados, alguns mais diretamente como nossos filhos, esposa. Outros de forma indireta como a igreja, amigos, sociedade. Verdadeiramente não somos ilhas, vivemos em comunidade. Assim como no caso do mosquito da dengue, o pecado do vizinho nos afeta e o nosso afeta o vizinho. Maldito Acã!!!

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Jesus Acalma a Tempestade

Posted: 24th agosto 2009 by admin in Sermões

Há mais ou menos um mês atrás, eu e mais oito irmãos desta igreja fomos numa aventura no mínimo inesquecível. Acordamos bem cedo e nos rumamos para Guarapari, com o fim de entramos num barco para pescarmos em alto mar. A viagem foi tranquila até o momento que um abençoado irmão abriu a boca e disse: enquanto o barco está em movimento, tudo bem, o pior é quando ele para. Dito e feito, foi o barco parar e eu comecei a vomitar, foram tantas vezes que eu perdi a conta e como temos na nossa igreja, irmãos solidários, outros quatro me ajudaram, passando mal também. Um me disse: Pastor é só deitar que para o enjôo. E não é que funcionou!! Então passei a pescar deitado. Mas na hora me veio à mente um texto onde Jesus estava deitado dentro do barco. Pensei: Será que Jesus, que não era pescador e sim carpinteiro[bb], estava enjoado da viajem de barco? Leiamos Lucas capítulo 8, versículos de 22 até 25.

E aconteceu que, num daqueles dias, entrou num barco[bb]com seus discípulos, e disse-lhes: Passemos para o outro lado do lago. E partiram. E, navegando eles, adormeceu; e sobreveio uma tempestade de vento no lago, e enchiam-se de água, estando em perigo. E, chegando-se a ele, o despertaram, dizendo: Mestre, Mestre, perecemos. E ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança. E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?

Este texto nos trás algumas lições. A primeira delas é que

O fato de enfrentarmos tribulações não quer dizer que Jesus não esteja presente em nossas vidas.

Muitas vezes somos levados a crer que se estamos em meio a uma tempestade é porque Jesus nos abandonou. A vida cristã é cheia de lutas, temos como exemplo os grandes personagens bíblicos, Daniel foi jogado numa cova de leões, Elias foi perseguido por Jesabel e o profetas de Baal, Paulo que sofreu várias vezes e esse faço questão de ler:

II Coríntios 11:23-27 – são ministros de Cristo? falo como fora de mim, eu ainda mais; em trabalhos muito mais; em prisões muito mais; em açoites sem medida; em perigo de morte muitas vezes; dos judeus cinco vezes recebi quarenta açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez.

Isso que é tempestade[bb]!! Quantas vezes por causa de uma marola soprada por uma brisa suave, nós nos sentimos abandonados por Jesus!!

É um emprego que você perdeu, um namoro que se desfez, uma dificuldade financeira[bb], seu carro que pifou ou bateu.

Nós fomos feitos para dominar e temos autoridade no nome de Jesus para repreender as investidas do inimigo. O que nos falta é fé.

Entendemos que aquela tempestade tinha como objetivo impedir que Jesus chegasse em Gadara e libertasse um endemoninhado que tornou um missionário em sua terra. Sua libertação foi o ponto de partida para o evangelho naquele lugar. Sabemos também que satanás tem poder sobre a natureza, vemos por exemplo o caso de Jó, onde satanás mandou uma tempestade sobre a casa onde estavam reunidos os filhos de Jó. Mas o que é interessante neste texto, foi que Jesus deixou claro que não era necessário acordá-lo, tanto que ele diz: Onde está a vossa fé? Numa outra feita, Jesus usou um termo semelhante: Ó geração incrédula e perversa! até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei? Jesus espera que tenhamos fé, que usemos a autoridade que nos foi dada pelo Seu nome e subjulguemos satanás e suas obras contra nossas vidas.

Quando Jesus está presente em nossa vida, a tempestade se transforma em bonança.

Existe um aparelho chamado giroscópio que é colocado dentro de navios e aviões[bb]e que consiste em uma peça metálica que roda em alta rotação e é responsável por manter o equilíbrio do navio ou do avião, quando estes passam por tempestades. Jesus em nossa vida é semelhante ao giroscópio: Ele não deixa que a tempestade nos derrube afim de que alcancemos a bonança que vem depois. Mas podemos pensar: Por que Jesus deixa que passemos por tempestades? Porque através das tempestades, nós crescemos em fé, e nos preparamos para enfrentarmos tempestades ainda maiores.

Precisamos muito de aprender para ensinarmos a outros sobre o seu amor e consolarmos os aflitos. O mais importante de tudo é que o Senhor quer que confiemos Nele plenamente, mesmo nas situações mais difíceis. Dessa forma Ele nos dará todas as ferramentas e ensinamentos necessários para que possamos realizar as suas obras.

Conclusão

Confie no Senhor Jesus, mesmo no meio de tribulações. Tenha fé e repreenda o inimigo. Não pense que Jesus está dormindo ou indiferente ao seu problema. Creia no poder de DEUS. Gostaria que você curvasse sua cabeça agora e refletisse sobre as tempestades que você tem enfrentado e como elas podem ser instrumento de aprendizado para sua vida cristã. Agradeça a DEUS por elas, de coração, por Ele estar te moldando para ser um servo fiel e útil na sua obra. Peça a DEUS perdão se em algum momento lhe faltou fé. E confie no poder de Deus.

(sermão pregado dia 03/06/2004 na Igreja Batista Evagélica Nova Aliança)

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A tentação de Jesus

Posted: 8th novembro 2010 by admin in Sermões
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O Odre

Posted: 31st outubro 2010 by admin in Sermões
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